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Uma vez mais…
A notícia poderia ter surgido em qualquer outro dia, pois, os factos repetem-se frequentemente.
Temos uma derrocada, neste caso, na Madalena do Mar (DN, 16/1/10), o lesado que “acredita que por detrás deste desmoronamento podem estar os recentes rebentamentos”, nas obras de construção de um túnel para uma “via rápida” ...
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Uma vez mais…
A notícia poderia ter surgido em qualquer outro dia, pois, os factos repetem-se frequentemente.
Temos uma derrocada, neste caso, na Madalena do Mar (DN, 16/1/10), o lesado que “acredita que por detrás deste desmoronamento podem estar os recentes rebentamentos”, nas obras de construção de um túnel para uma “via rápida” qualquer e, seguidamente, as declarações das entidades oficiais que garantem que foram tomadas todos os cuidados usuais neste tipo de intervenção, e, por isso, a “derrocada”, ou “quebrada” ou “queda de rochas”, se deveu à instabilidade dos terrenos.
As queixas repetem-se e as afirmações tranquilizadoras seguem o mesmo caminho, mas, face à sucessão destes incidentes talvez valha a pena colocar algumas interrogações, porque, se calhar, as autoridades oficiais têm toda a razão quando referem que os terrenos, muitas vezes, são instáveis, mas, por isso mesmo, cabe perguntar se os “cuidados” previstos nos “manuais” serão suficientes face a essa característica.
A tradição popular, neste aspecto, não se enganou e, por isso, todos sabemos que, na Ilha, os terrenos “correm” com muita facilidade, dependendo da quantidade de água que os “empapa” ou que se interpõe entre a camada de terra e a rocha de base.
E será fácil de ver que a abertura de túneis desregulariza a circulação das águas subterrâneas fazendo surgir ou secar nascentes entre muitos outros aspectos.
Ora, quando as águas subterrâneas passam a correr noutra direcção, é natural que a terra também “corra” da mesma forma, e, por isso, as queixas repetem-se e irão continuar a aparecer.
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