|
Piscicultura do Seixal
Tendo entrado em funcionamento a 30/06/2001, esta infra-estrutura é um caso raro na região pelo facto de ter entrado em funcionamento muito antes de ser inaugurada (17/09/2001), pois sabe-se que geralmente é o contrario.
Orçamentada em 2,5 milhões de euros, maioritariamente verbas comunitárias e do orçamento regional, destinava-se a introduzir logo a partir do ano de 2002, cerca de 100 toneladas de peixe no mercado regional, robalo e dourada, pois isto de peixes para quem vive no deserto é uma coisa que não se vê todos os dias, e havia a necessidade de compensar as asneiradas que se fez em relação ás pescas, então, e para tornar ainda mais rentável esta actividade, o G.R. através do seu conselho, aprovou, dada a sua importância para a economia regional, sob a resolução 1119/95 (JORAM 1ª serie n.º 183), a isenção do pagamento das taxas de ocupação de terrenos de domínio público marítimo no prazo de 10 anos.
Certo é que temos um investimento de milhões de euros cuja expectativa era a de injectar no mercado regional 100 toneladas anuais de peixe e até á data apenas, maioritariamente durante o ano de 2003, foram produzidas 43 toneladas. Este investimento esteve encerrado durante mais de um ano, no decorrer de 2004 e 2005, por questões de manutenção muito devido ao facto de, para cobrir custos “ tiveram” que alugar um estaleiro adjacente ao complexo á empresa responsável pela construção das vias expressos da zona, que fazia do espaço um vazadouro de terras que teriam um destino marítimo onde estão situados os tubos de abastecimento de água para tanques de produção de peixes.
Ao que parece era suposto entrar em funcionamento em outubro de 2005 (segundo D.N. de 06/06/2005), mas a nossa equipa de reportagem teve no local por alturas do natal e nada de diferente encontramos, a agua estava parada e os peixes, nem vê-los. A única conclusão que tiramos deste investimento é que, dava muito menos trabalho e era mais barato comprar “cherne” e oferecer ao invés de produzir para vender.
por, Miguel Lemos
Artigo de Janeiro de 2006
|